
A maioria das empresas não escolhe ter uma rede multi-vendor — ela simplesmente acontece. Fusões, aquisições, evolução tecnológica e decisões de compra departamentais criam, ao longo dos anos, um ecossistema onde convivem equipamentos de fabricantes distintos: switches de um lado, firewalls de outro, access points de um terceiro, soluções de NAC de um quarto.
Quando essa organização decide adotar Zero Trust, surge uma pergunta inevitável: como aplicar um modelo de segurança que pressupõe controle granular e políticas uniformes em uma infraestrutura que, por natureza, é fragmentada?
O receio é legítimo. Segundo dados do setor, mais de 70% das empresas que tentam implementar Zero Trust em ambientes multi-vendor enfrentam atrasos significativos ou interrupções operacionais por falta de uma estratégia de compatibilidade. O desafio não está no conceito — que já abordamos em detalhes em nosso artigo sobre Zero Trust Network Access (ZTNA) — mas na execução prática em um cenário onde nem todos os equipamentos “falam a mesma língua”.
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